Eleições

Eduardo Bolsonaro deixa vácuo e direita busca senadores para enfrentar Lula

Eduardo Bolsonaro deixa vácuo e direita busca senadores para enfrentar Lula

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos sem previsão de retorno ao Brasil, após perder o mandato em dezembro de 2025. Sua saída deixou um vácuo na direita paulista, que se articula para as eleições ao Senado em 2026, onde São Paulo terá duas vagas disponíveis.

O plano do ex-presidente Jair Bolsonaro de ocupar de três a quatro cadeiras no Senado com integrantes da família foi frustrado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a ausência de Eduardo, partidos de direita e centro-direita estão redesenhando suas estratégias, especialmente com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado fundamental para os pré-candidatos.

Novos Candidatos e Desafios

Entre os nomes que surgem como pré-candidatos, estão Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública, e Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do governo Bolsonaro. O PL ainda não definiu um substituto para Eduardo Bolsonaro, embora o deputado Mário Frias tenha sido mencionado como uma opção.

A reação do governo Lula tem sido escalar ministros para a disputa, com nomes como Fernando Haddad e Marina Silva sendo cogitados para concorrer às vagas em São Paulo. A articulação petista acendeu o sinal de alerta na direita, que teme uma divisão dos votos.

Articulações e Apoios

O PL ainda está decidindo quem será o pré-candidato ao Senado, com a presidente do PL Mulher em São Paulo, Rosana Valle, também recebendo apoio para uma possível candidatura. Valle, que já foi cotada como vice-governadora, afirmou que a decisão sobre sua candidatura dependerá dos líderes do partido.

Enquanto isso, Guilherme Derrite e Tarcísio de Freitas se reúnem para discutir a campanha, com Derrite reafirmando seu apoio ao governador. No entanto, Salles alertou para o risco de pulverização dos votos, o que poderia facilitar a vida da esquerda nas eleições.

Opinião

A saída de Eduardo Bolsonaro complica a estratégia da direita em São Paulo, e a definição dos candidatos se torna crucial para o futuro político do estado e do país.