Economia

Ferrovia Transnordestina promete revolucionar produção no Cariri e reduzir custos

Ferrovia Transnordestina promete revolucionar produção no Cariri e reduzir custos

As associações produtivas da Região Metropolitana do Cariri, no sul do Ceará, enfrentam desafios logísticos que impactam sua competitividade. A Ferrovia Transnordestina, com 1.206 km de extensão, surge como uma solução para otimizar o escoamento da produção da região para os portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

Atualmente, a ferrovia registra 80% de avanço físico e possui um trecho de 679 km liberado para circulação experimental. Com mais de 3.500 trabalhadores envolvidos, o projeto executa cerca de R$ 120 milhões mensalmente em obras, prometendo transformar a logística local.

Terminal de Cargas em Missão Velha

A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) planeja instalar um terminal de cargas em Missão Velha, o que é visto como uma oportunidade estratégica para os agricultores da região. O tesoureiro da Associação dos Produtores de Algodão do Estado do Ceará (APAECE), Cícero Gonçalves, destaca que a dependência do transporte rodoviário triplica os custos operacionais, dificultando a viabilidade do cultivo de algodão.

Com cerca de mil hectares plantados, a APAECE espera que a ferrovia facilite o escoamento da produção. O preço do quilo do caroço de algodão é de R$ 1,70, enquanto a pluma de algodão está em torno de R$ 9 por quilo.

Cooperativismo e novos mercados

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estão fortalecendo parcerias para ajudar os produtores a se organizarem em cooperativas, o que pode facilitar o acesso a crédito e mercados.

Lucas Bonfim, analista do Sistema OCB, acredita que a ferrovia pode contribuir para o fortalecimento das cooperativas na região, especialmente para os produtos orgânicos, que têm grande demanda nos mercados europeu e americano.

Opinião

A Ferrovia Transnordestina representa uma esperança para os produtores do Cariri, que buscam alternativas para reduzir custos e expandir seus mercados, mostrando que a infraestrutura pode ser um motor de desenvolvimento regional.