Eleições

Lula enfrenta críticas por promessas não cumpridas e endividamento crescente até 2026

Lula enfrenta críticas por promessas não cumpridas e endividamento crescente até 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022, chega ao final de seu mandato em 2026 enfrentando uma série de promessas não cumpridas. O descompasso entre o discurso de reconstrução institucional e as ações efetivas do governo tem sido amplamente criticado, especialmente com o aumento do endividamento público, que caminha para 84% do PIB.

Desconexão entre discurso e prática

O cientista político Alexandre Bandeira aponta uma profunda desconexão entre o que foi prometido e o que foi entregue. Segundo ele, as promessas se tornaram instrumentos simbólicos, sem a devida fiscalização e com o eleitorado aceitando a naturalização do descumprimento. “O presidente Lula caminha para a disputa de um quarto mandato como alguém que aprendeu que não precisa necessariamente de uma ação efetiva de governo para pleitear o cargo”, afirma Bandeira.

Aumento de preços e dificuldades da população

Durante sua campanha, Lula prometeu que o povo voltaria a “comer picanha e tomar uma cervejinha”. No entanto, os preços da picanha aumentaram 8,74% em 2024 e da cerveja 5,97% em 2025, segundo dados do IBGE. Uma pesquisa de abril de 2025 revelou que 68,4% da população enfrenta dificuldades para comprar esses produtos, refletindo a frustração com as promessas não cumpridas.

Oposição explora promessas não cumpridas

A oposição no Congresso está aproveitando a situação para criticar Lula. O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), declarou que o objetivo é mostrar ao povo brasileiro que Lula prometeu e não cumpriu, especialmente em relação aos nordestinos. O “kit reeleição” do governo, que inclui a expansão de programas sociais, é visto como uma tentativa de recuperar a credibilidade antes da eleição de 2026.

Transparência em xeque

Outra promessa de Lula foi o fim do sigilo de 100 anos aplicado a documentos oficiais, uma medida que visava aumentar a transparência. Embora tenha quebrado alguns sigilos do governo anterior, em 2023, o atual governo impôs novos sigilos de 100 anos a informações sobre a primeira-dama, Janja da Silva, gerando críticas por incoerência.

Opinião

À medida que Lula tenta cumprir suas promessas em um cenário de crescente endividamento e aumento de preços, a pressão da oposição e a insatisfação da população podem impactar suas chances na reeleição em 2026.

Opinião

A situação atual do governo Lula evidencia a importância de ações concretas que vão além das promessas de campanha, especialmente em tempos de crise econômica.