Economia

Fundo Monetário Internacional revela que Bolsa Família fortalece mulheres no trabalho

Fundo Monetário Internacional revela que Bolsa Família fortalece mulheres no trabalho

Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado em 11 de fevereiro de 2026, trouxe à tona a importância do Bolsa Família no fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho no Brasil. De acordo com a pesquisa, mais de 84% das 18,84 milhões de famílias atendidas pelo programa são chefiadas por mulheres, o que evidencia seu papel central na gestão dos recursos.

A análise do FMI, que utilizou dados da PNAD-Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concluiu que o programa de transferência de renda não reduz a participação das mulheres na força de trabalho. Na verdade, a presença feminina é crucial para o desenvolvimento econômico do país.

Desafios enfrentados pelas mulheres

Apesar dos avanços, a pesquisa também revela que as mulheres enfrentam desafios significativos. Elas dedicam em média 9,8 horas a mais por semana ao trabalho de cuidado não remunerado em comparação aos homens. Essa carga é ainda maior entre mulheres negras, que chegam a dedicar 22,4 horas semanais.

Além disso, cerca de 50% das mulheres deixam o mercado de trabalho até dois anos após o nascimento do primeiro filho. Em contraste, os homens tendem a aumentar seus rendimentos nesse período. Isso demonstra que a desigualdade de gênero ainda é uma barreira a ser superada.

Impacto das políticas públicas

O FMI sugere que a redução da diferença nas taxas de participação entre homens e mulheres poderia aumentar o crescimento anual do Brasil em cerca de 0,5 ponto percentual. Para isso, é fundamental implementar políticas que assegurem o direito ao cuidado e incentivem a corresponsabilidade entre homens e mulheres.

O Bolsa Família não apenas transfere um complemento de renda mensal para cada lar, mas também busca reduzir a pobreza extrema. O programa considera a composição das famílias, oferecendo valores adicionais por crianças na primeira infância, gestantes, nutrizes e jovens até 18 anos incompletos.

Opinião

O estudo do FMI destaca a necessidade de políticas integradas que promovam a igualdade de gênero e incentivem a participação das mulheres no mercado de trabalho, essencial para o desenvolvimento econômico do Brasil.