Futebol

Lula veta reforma e mantém alíquota de 6% para SAFs, gerando revolta nos clubes

Lula veta reforma e mantém alíquota de 6% para SAFs, gerando revolta nos clubes

O governo federal sancionou a reforma tributária, mas com um veto do presidente Lula que frustrou as expectativas das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A alíquota sobre a receita bruta para as SAFs foi fixada em 6% a partir de 2027, resultando em um aumento de 20% em relação ao percentual aprovado pelo Congresso Nacional.

O veto também impediu a equiparação da tributação dos clubes associativos, como Flamengo e Corinthians, que enfrentarão uma carga tributária estimada em 15%. Essa decisão gera um diferencial tributário significativo entre os dois modelos, frustrando as expectativas do setor.

Impacto da Reforma Tributária

A partir de 2027, os clubes associativos, que atualmente são isentos de Imposto de Renda, passarão a recolher novos tributos, como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o que poderá afetar suas receitas e desempenho esportivo.

O veto de Lula também reverteu a proposta que isentava as receitas da venda de atletas da base de cálculo dos novos tributos, o que pode impactar ainda mais as finanças dos clubes.

Reações dos Clubes

As reações foram imediatas. O Flamengo criticou publicamente as mudanças, afirmando que, apesar do aumento da carga tributária, não pretende se tornar uma SAF. Já o Corinthians estuda alternativas para lidar com a nova realidade tributária.

Outros clubes, como Santos e São Paulo, também estão avaliando a possibilidade de mudar para o modelo SAF, em busca de uma melhor estrutura tributária.

Possíveis Alterações Futuras

Embora as novas regras entrem em vigor em 2027, elas podem ser alteradas pelo Congresso. Especialistas acreditam que a pressão sobre a carga tributária pode acelerar a discussão sobre a adoção de modelos societários como as SAFs, que oferecem um regime simplificado de tributação.

Opinião

A decisão de manter a alta carga tributária sobre os clubes associativos e as SAFs levanta questões sobre a viabilidade financeira e a competitividade do futebol brasileiro, afetando diretamente o desempenho esportivo e a sustentabilidade dos clubes.