Geral

Pesquisadores brasileiros revelam técnica para salvar jumentos da extinção iminente

Pesquisadores brasileiros revelam técnica para salvar jumentos da extinção iminente

No Paraná, cientistas brasileiros anunciaram uma nova técnica de biotecnologia que pode reverter o declínio populacional dos jumentos. Esses animais estão ameaçados pela intensa exploração comercial, especialmente pela China, que demanda a pele de jumentos para a produção de ejiao, uma gelatina medicinal.

Inovação apresentada no Rio de Janeiro

A técnica, que foi apresentada em setembro de 2025 durante o 13º Congresso Mundial de Alternativas e Uso de Animais nas Ciências da Vida, no Rio de Janeiro, envolve a produção de colágeno em laboratório por meio da fermentação de precisão. Isso elimina a necessidade de abates, contribuindo para a preservação da espécie Equus asinus.

Aumento alarmante da demanda

Um relatório da The Donkey Sanctuary revelou que a demanda por pele de jumentos aumentou 160% entre 2016 e 2021. Em 2021, 5,6 milhões de jumentos foram abatidos para atender essa demanda. A previsão é que, em 2027, o número de jumentos abatidos chegue a 6,8 milhões.

Perda significativa do rebanho

Desde 1996, o Brasil perdeu 94% de seu rebanho de jumentos. A Frente Nacional de Defesa dos Jumentos aponta que, desde 2018, cerca de 248 mil jumentos foram abatidos, destacando a urgência de soluções para preservar a espécie.

História e situação atual dos jumentos no Brasil

Os jumentos chegaram ao Brasil em 1534 e, após se tornarem a maior população da espécie na América do Sul, enfrentam agora um processo de extinção. A alta demanda pelo ejiao tem agravado essa situação, com muitos jumentos sendo substituídos por motos nas últimas décadas.

Opinião

A nova técnica de biotecnologia é um passo promissor, mas é crucial que haja uma mobilização maior para proteger os jumentos e garantir a sustentabilidade dessa espécie ameaçada.