O Ministério da Saúde anunciou a construção da primeira Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) no Rio Grande do Norte, que irá atender mais de 5,4 mil indígenas. Com um investimento federal de cerca de R$ 1 milhão, a unidade será construída na aldeia Amarelão, em João Câmara, e marca um avanço significativo na saúde indígena no estado.
A ordem de serviço foi assinada pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, no dia 02 de fevereiro de 2026. Este projeto é inédito, pois garantirá a presença de serviços de saúde indígena em estados que não possuem um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), ampliando o acesso a cuidados essenciais para as comunidades locais.
Atendimento a quatro etnias
A UBSI irá atender indígenas de quatro etnias: Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu. O planejamento para a implementação deste projeto teve início em 2024, com o cadastramento das famílias nas aldeias da região. Em 2025, foram contratados profissionais de saúde para atuar exclusivamente nessas comunidades.
O secretário Weibe Tapeba enfatizou que essa iniciativa não é apenas uma decisão política, mas uma reparação histórica do Estado brasileiro com os povos indígenas, que foram historicamente negligenciados em gestões anteriores. Ele destacou a importância de garantir uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada.
Desafios e futuro da saúde indígena no RN
Além da UBSI, a criação de um DSEI no Rio Grande do Norte está em discussão. Um Grupo de Trabalho (GT) foi instituído para reestruturar os DSEIs, realizando estudos diagnósticos que consideram aspectos territoriais, populacionais e epidemiológicos. A criação de um novo DSEI dependerá de uma análise cuidadosa da infraestrutura existente e da viabilidade orçamentária.
Opinião
A construção da UBSI representa um passo importante na luta pela saúde indígena no Brasil, refletindo um compromisso com a justiça social e a inclusão das comunidades historicamente marginalizadas.





