O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou nesta quinta-feira (29) sua candidatura à reeleição ao governo do estado. A declaração foi feita durante um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papuda, em Brasília, onde também reafirmou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.
Prioridade em São Paulo
Apesar de ser considerado um forte nome da direita para a presidência e preferido do mercado financeiro, Tarcísio deixou claro que sua prioridade é São Paulo. Ele afirmou que não pretende disputar o Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reiterando seu comprometimento com o estado. “Meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência”, destacou o governador.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Sobre o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, Tarcísio foi enfático ao afirmar que está alinhado com a indicação de Bolsonaro. “Sem dúvidas, como tenho afirmado constantemente. Não tem dúvida com relação a isso”, disse.
Conversa sobre Ronaldo Caiado
No encontro, Tarcísio e Bolsonaro também discutiram a filiação do governador goiano Ronaldo Caiado ao PSD. O partido sinalizou que terá um candidato próprio para as eleições de outubro, o que pode gerar uma disputa contra Flávio Bolsonaro. Tarcísio comentou que a candidatura de Caiado fortalece o projeto político da direita, que busca unir forças contra o PT em um possível segundo turno.
Reações e Críticas
Entretanto, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, fez uma crítica implícita a Tarcísio, sugerindo que, embora a lealdade ao ex-presidente seja importante, o governador não deve ser submisso a ele. Kassab afirmou que é fundamental que Tarcísio mantenha sua identidade política.
Opinião
A confirmação de Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição em São Paulo e seu apoio a Flávio Bolsonaro evidenciam a estratégia de alianças na direita, mas também traz à tona a necessidade de um posicionamento claro diante das críticas sobre lealdade e identidade política.





