Economia

Ouro fecha em alta pela 8ª vez e atinge máxima histórica em meio a tensões globais

Ouro fecha em alta pela 8ª vez e atinge máxima histórica em meio a tensões globais

O ouro fechou em alta nesta quinta-feira (29), marcando sua oitava sessão consecutiva de valorização e renovando recordes, em um dia caracterizado por volatilidade. O mercado de metais preciosos reagiu a incertezas geopolíticas e à deterioração do sentimento de risco no exterior, o que favoreceu a busca por proteção.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 0,27%, cotado a US$ 5.354,80 por onça-troy. Durante a madrugada, o metal dourado atingiu a máxima histórica de US$ 5.626,80, impulsionado por operações nos mercados asiáticos. Contudo, ao longo da tarde, o ouro viu uma queda significativa, tocando a mínima de US$ 5.126,00, coincidindo com a deterioração das bolsas de Nova York e o fortalecimento do dólar em relação ao euro e à libra.

Demandas e Projeções

A demanda global por ouro deve permanecer forte em 2023, impulsionada por taxas de juros mais baixas e incertezas nos mercados de títulos. O Conselho Mundial do Ouro, em seu relatório trimestral, destacou que esses fatores devem continuar a sustentar o interesse pelo metal precioso.

Além disso, instituições financeiras como Société Générale e Deutsche Bank projetam que o preço do ouro pode chegar a US$ 6.000 por onça este ano. O Morgan Stanley, por sua vez, espera que os preços subam para US$ 5.700 no segundo semestre.

Outros Metais

Entre outros metais, a platina para abril também alcançou um pico histórico, cotada a US$ 2.816,60 por onça, mas fechou em queda de 0,43%, a US$ 2.618,30. O paládio para março caiu 1,31%, encerrando a US$ 2.018,60 por onça, embora tenha registrado uma máxima intraday de US$ 2.172,50.

Opinião

A alta contínua do ouro reflete não apenas a busca por segurança em tempos de incerteza, mas também a dinâmica complexa dos mercados financeiros e geopolíticos atuais.