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Adélio Bispo sofre piora na saúde mental e laudo recomenda internação psiquiátrica

Adélio Bispo sofre piora na saúde mental e laudo recomenda internação psiquiátrica

Adélio Bispo, responsável pelo atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, teve um novo laudo psiquiátrico que revela uma piora significativa em seu quadro de saúde mental. O diagnóstico atual indica esquizofrenia paranoide, e a avaliação foi realizada em dezembro de 2025, por um perito oficial na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde Adélio está preso desde 2018.

Desde maio de 2019, Adélio Bispo é considerado inimputável, ou seja, não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos devido a transtornos mentais. O novo laudo psiquiátrico, que foi elaborado a partir de trechos do laudo que fundamentou sua inimputabilidade, avaliou se ele ainda apresenta condições que justifiquem sua custódia como medida de segurança. Os peritos observaram um aumento nas alucinações e maior comprometimento da realidade, além de um risco contínuo de periculosidade.

Recomendações do Laudo

O laudo recomenda a internação de Adélio em um hospital psiquiátrico, uma vez que ele não pode conviver sem medidas de segurança e não há perspectiva de melhora em um ambiente prisional. O documento foi enviado à 5ª Vara Criminal de Campo Grande de forma sigilosa. Porém, devido à falta de vagas em instituições adequadas, ele deve continuar na Penitenciária Federal de Campo Grande, que, apesar de não ser ideal para tratamento, é considerada a melhor opção entre as unidades prisionais federais.

Transferência Suspensa

Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a transferência de Adélio para Minas Gerais, que havia sido solicitada pela Defensoria Pública da União (DPU) com base na Lei Antimanicomial. A DPU argumentou que a prisão de indivíduos com transtornos mentais em presídios comuns é proibida. No entanto, um conflito de competência entre as varas federais impediu a transferência, e Adélio permanece em Campo Grande.

Contexto do Atentado

O atentado contra Jair Bolsonaro ocorreu em 6 de setembro de 2018, quando o então candidato à presidência foi atacado com uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Adélio foi preso em flagrante e confessou a autoria do crime, alegando ter agido sozinho. A partir de então, ele foi indiciado e transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde permanece até hoje.

Opinião

A situação de Adélio Bispo levanta questões sobre a adequação do sistema prisional para tratar indivíduos com transtornos mentais graves, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais humanizada e especializada.