Economia

Bitcoin despenca para US$ 86 mil; investidores aguardam decisão do Fomc

Bitcoin despenca para US$ 86 mil; investidores aguardam decisão do Fomc

O bitcoin (BTC) opera em queda nesta segunda-feira (26), mas se afasta da mínima do domingo, quando chegou a despencar para US$ 86 mil. O índice Fear & Greed (medo e ganância) do BTC está atualmente nos 20 pontos, indicando uma zona de “medo extremo”.

No radar macroeconômico, os investidores se preparam para a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dos Estados Unidos, agendada para quarta-feira, 28. A plataforma de mercados preditivos Polymarket mostra que 99% apostam na manutenção das taxas no patamar atual de 3,5% a 3,75% ao ano.

Apesar da queda, o bitcoin estava cotado a US$ 87.902 às 10h42 (horário de Brasília), com uma desvalorização de 0,9% em 24 horas. Em reais, a moeda digital apresenta uma queda de 1,2%, sendo negociada a R$ 465.200. Entre as altcoins, o ether (ETH) recua 1,1% a US$ 2.905, enquanto o XRP da Ripple tem alta de 0,8% a US$ 1,91.

O valor de mercado somado de todas as criptomoedas atualmente é de US$ 3,06 trilhões. Entretanto, a situação não é totalmente negativa. Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank, destaca que as reservas de bitcoin nas exchanges permanecem relativamente estáveis, sugerindo uma ausência de pressão vendedora por parte dos detentores de longo prazo.

André Franco, CEO da Boost Research, observa que o movimento de capital tem se direcionado para ativos considerados portos-seguros, como o ouro, que atingiu máximas históricas. Ele sugere que a fraqueza do dólar pode oferecer suporte ao bitcoin, limitando quedas mais acentuadas.

No que diz respeito aos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 103,5 milhões na sexta-feira (23), marcando o quinto pregão consecutivo de saída de capital. O IBIT, da BlackRock, foi o principal responsável pelo fluxo vendedor, com um saldo negativo de US$ 101,6 milhões.

Opinião

A volatilidade do bitcoin reflete a incerteza no mercado, especialmente com a iminente decisão do Fomc, que pode impactar ainda mais o apetite dos investidores por ativos de risco.