Política

Ministro Dias Toffoli é investigado por uso de avião em viagem ao resort no PR

Ministro Dias Toffoli é investigado por uso de avião em viagem ao resort no PR

A aeronave que transportou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a final da Copa Libertadores de 2025 em Lima, no Peru, também foi utilizada em viagens que coincidem com a presença de seguranças do Judiciário no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, Paraná. O resort já teve familiares do ministro como sócios, o que levanta questões sobre a legalidade dessas movimentações.

Detalhes das Viagens

Dados coletados e analisados pelo jornal O Globo mostram que a aeronave pertence a uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore. O avião realizou voos entre Ourinhos e Brasília nos dias 7 de março e 1º de agosto de 2025. Durante esses períodos, seguranças do Judiciário estavam em Ribeirão Claro, onde o resort Tayayá está localizado, a apenas 40 quilômetros de Ourinhos.

Pagamentos de Diárias

Os registros oficiais indicam que as diárias para os seguranças foram pagas entre 2 e 6 de março e entre 1º e 4 de agosto de 2025. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, autorizou essas despesas, que coincidem com os voos da aeronave de Pastore.

Reações e Implicações

O STF, em resposta a questionamentos sobre a segurança institucional, afirmou que sua atuação visa garantir a autonomia e a imparcialidade dos ministros, que frequentemente enfrentam ameaças. Recentemente, foi revelado que Toffoli estava entre os passageiros do voo para Lima, junto com o advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de um investigado no caso do Banco Master, que também envolve controvérsias sobre o resort.

Ligação com o Resort Tayayá

Investigações apontam que familiares de Toffoli foram sócios do Tayayá, com um fundo de investimentos ligado ao Banco Master. Em 2021, um dos fundos adquiriu parte da participação de irmãos de Toffoli no resort por R$ 6,6 milhões. Apesar dos registros, a cunhada do ministro negou qualquer envolvimento do marido no empreendimento.

Opinião

A situação levanta preocupações sobre a ética e a transparência nas relações entre agentes públicos e interesses privados, especialmente em tempos de crise de confiança nas instituições.