A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou apoio ao Banco Central do Brasil após a decretação da liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master. A liquidação foi determinada em 21 de janeiro de 2026 e é a sexta instituição financeira a passar por esse processo em meio a investigações sobre fraudes na emissão de crédito.
A Febraban ressaltou que a atuação do Banco Central é essencial para garantir a resiliência do sistema financeiro, classificando a liquidação como uma medida legítima. Segundo a entidade, instituições que não conseguem manter suas atividades devem ser liquidadas para preservar a estabilidade financeira.
Impacto e Contexto
Atualmente, 12 milhões de clientes do Will Bank e 1,1 mil funcionários estão na expectativa de informações sobre o futuro da instituição. As medidas de liquidação começaram em novembro de 2025, coincidindo com a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pela Polícia Federal.
O inquérito que investiga as fraudes está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O caso tem gerado controvérsias, principalmente em relação às decisões do magistrado, que incluem a escolha de peritos e o armazenamento de provas na sede do STF.
Ressarcimento e Expectativas
Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve ressarcir os clientes que possuíam investimentos ativos na data da liquidação. A situação gerou grande apreensão entre os clientes e funcionários, que aguardam esclarecimentos sobre o processo e o impacto de tais decisões em suas finanças.
Opinião
A liquidação do Will Bank e o apoio da Febraban ao Banco Central levantam questões importantes sobre a regulação financeira e a proteção dos consumidores no Brasil.





