O Fórum Econômico Mundial decidiu cancelar a participação do chanceler iraniano Abbas Araghchi na cúpula de Davos, na Suíça, após considerar sua presença “inapropriada”. A decisão foi anunciada em 19 de janeiro de 2026, em meio a uma crescente pressão de ativistas e à grave crise humanitária no Irã.
A repressão violenta contra manifestantes no país resultou em 3.428 mortes, conforme dados da ONG Iran Human Rights (IHR), que monitora a situação dos direitos humanos na República Islâmica. Os protestos, que começaram em 28 de dezembro de 2025 devido a questões econômicas, rapidamente se transformaram em um movimento por mudanças políticas, sendo brutalmente reprimidos pelas forças de segurança.
Pressão de ativistas e decisão dos organizadores
Os organizadores do Fórum Econômico Mundial, ao anunciarem o cancelamento, destacaram que a recente perda de vidas civis torna inaceitável a representação do governo iraniano no evento. “Embora tenha sido convidado no outono passado, a trágica perda de vidas civis no Irã nas últimas semanas torna inapropriado que o governo iraniano esteja representando em Davos neste ano”, afirmaram.
Abbas Araghchi estava programado para ser orador na cúpula, mas a deterioração da situação no Irã e a pressão por parte de ativistas levaram à sua exclusão do evento. O Fórum Econômico Mundial utilizou a rede social X para confirmar a decisão, ressaltando a importância de considerar o contexto humanitário ao convidar líderes internacionais.
Opinião
A decisão do Fórum Econômico Mundial reflete uma crescente consciência sobre a responsabilidade ética de eventos globais em relação a questões de direitos humanos, especialmente em tempos de crise.





