Política

Wolney Queiroz se isenta de culpa pelo rombo de R$ 320 bilhões na Previdência

Wolney Queiroz se isenta de culpa pelo rombo de R$ 320 bilhões na Previdência

O Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou que sua pasta não deve ser responsabilizada pelo rombo da Previdência, que alcançou R$ 320 bilhões em 2025, segundo o Tesouro Nacional. A afirmação foi feita durante um evento em São Paulo, onde Queiroz enfatizou que o objetivo é ampliar o alcance da Previdência Social.

O rombo previdenciário aumentou R$ 7 bilhões em relação a 2024, refletindo o crescimento das despesas com aposentadorias e pensões. O governo já destinou R$ 62 bilhões para servidores públicos e mais de R$ 53 bilhões para benefícios pagos a militares, aumentando a pressão sobre o orçamento.

Desafios da Previdência

O ministro defendeu a Previdência, ressaltando que a missão é expandir a cobertura social e atrair novos contribuintes. “A nossa tarefa é incluir, é fazer com que mais e mais pessoas estejam debaixo desse grande guarda-chuvas que é a Previdência Social”, afirmou Queiroz.

Entretanto, a situação financeira da Previdência deve se agravar ainda mais, impulsionada pela política de valorização do salário mínimo aprovada no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cada aumento do mínimo gera um impacto significativo nas despesas, com um custo de R$ 400 milhões por cada R$ 1 de reajuste.

Reforma da Previdência e Futuro

A possibilidade de rever as regras da Previdência voltou a ser debatida, especialmente após a reforma de 2019, que não conseguiu estabilizar a dívida pública. Apesar de não haver propostas formais em tramitação, a avaliação de que ajustes adicionais serão necessários no médio prazo é crescente entre economistas e o mercado.

O governo atual, no entanto, tem rejeitado a ideia de uma nova reforma estrutural, priorizando medidas de inclusão previdenciária e combate a fraudes, evitando mudanças drásticas como elevação da idade mínima ou redução de benefícios.

Opinião

A declaração de Wolney Queiroz reflete a complexidade da situação fiscal do Brasil e a necessidade urgente de um debate mais amplo sobre a sustentabilidade da Previdência Social.