O economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, William Maloney, afirmou que o próximo governo que assumir após as eleições deste ano terá como tarefa central dar continuidade ao processo de consolidação das contas públicas no Brasil. Maloney destacou que é difícil prever como a política pode mudar após o processo eleitoral.
Projeções de Crescimento
Durante coletiva de imprensa, Maloney mencionou que o Banco Mundial projeta um crescimento de 1,6% para o Brasil em 2023 e de 1,8% em 2027. Ele explicou que a taxa de crescimento mais baixa em relação ao ano passado se deve a uma combinação de menor consumo e menos transferências governamentais.
Fatores de Alerta
O endividamento dos consumidores é um fator que acende alerta no Brasil, especialmente diante do alto nível de juros. O economista também ressaltou a importância de acompanhar essa evolução, uma vez que pode impactar a economia.
Impactos do Conflito no Oriente Médio
Maloney também comentou sobre o impacto do conflito no Oriente Médio na inflação global e nas contas públicas. Ele destacou que a guerra tende a reacender a inflação mundial, resultando em juros mais elevados por um período prolongado, tanto nas economias avançadas quanto na América Latina e Caribe.
Minerais Críticos e Educação
O economista-chefe enfatizou que o Brasil possui minerais críticos que podem ser aproveitados em negociações com os Estados Unidos. Ele sugeriu que o país deve não apenas exportar esses minerais, mas também pensar em como diversificar e agregar valor a essas atividades. Além disso, Maloney mencionou a agenda educacional no Brasil, elogiando os avanços do Ceará como um modelo que pode ser replicado em outras regiões do país.
Opinião
A continuidade da consolidação fiscal e a atenção aos desafios econômicos são fundamentais para o Brasil enfrentar as incertezas do futuro e garantir um crescimento sustentável.





