Na última quinta-feira, 12 de outubro, as ações do Walmart atingiram um novo recorde na Bolsa de Valores de Nova York, subindo 3,3% e alcançando US$ 133,87 durante o pregão. Essa valorização elevou o valor de mercado da companhia para cerca de US$ 1,05 trilhão, colocando o empresário Rob Walton entre as dez pessoas mais ricas do mundo.
O avanço das ações ocorre em um cenário de otimismo do mercado, antecipando a divulgação do balanço trimestral da varejista, que está prevista para 19 de fevereiro. No início de fevereiro, o Walmart se tornou a primeira varejista tradicional a superar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, após uma sequência de altas impulsionadas pelo crescimento das vendas digitais e pela conquista de novos clientes.
Expectativas e Crescimento
As ações do Walmart fecharam a US$ 127,71, consolidando sua posição entre as maiores corporações listadas na Bolsa, atrás de gigantes como a Berkshire Hathaway e a Tesla. Nos últimos 12 meses, os papéis acumularam uma valorização superior a 28% e avançaram mais de 14% em 2026, superando os ganhos do índice S&P 500.
Além disso, a expectativa de receita anual do Walmart é de US$ 712 bilhões, com um lucro por ação estimado em US$ 2,64, o que representaria um crescimento em relação ao ano anterior. O mercado aposta em um ciclo de expansão sustentado pelas vendas online e pela diversificação das fontes de receita.
Fortuna da Família Walton
Com a alta das ações, o patrimônio dos herdeiros do fundador Sam Walton também se beneficiou. Rob Walton, ex-presidente da companhia, viu sua fortuna subir para US$ 150,1 bilhões, ocupando a nona posição entre os mais ricos do mundo. Seus irmãos, Jim Walton e Alice Walton, também figuram entre os primeiros colocados, com Alice mantendo o título de mulher mais rica do planeta. Juntos, os membros da família controlam cerca de 45% das ações da empresa.
Opinião
O crescimento do Walmart destaca a importância da adaptação ao mercado digital e a capacidade da empresa em se reinventar, especialmente em tempos desafiadores.
