A Vale encerrou o ano de 2025 com uma impressionante produção de 336 milhões de toneladas de minério de ferro, um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior. Este resultado marca a primeira vez desde 2018 que a mineradora brasileira supera a produção da Rio Tinto na região de Pilbara, na Austrália, que totalizou 327,3 milhões de toneladas.
Com esse volume, a Vale avança em seu plano de retomar a liderança entre as maiores produtoras globais de minério de ferro, após ter produzido 384,6 milhões de toneladas em 2018. Em 2025, a mineradora comercializou 314,3 milhões de toneladas de minério, apresentando uma alta de 2,5% em comparação anual.
Resultados do Quarto Trimestre
No quarto trimestre de 2025, a produção de minério de ferro alcançou 90,4 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, apesar de uma queda de 4,2% em relação ao trimestre anterior. As vendas totalizaram 84,8 milhões de toneladas, com um crescimento de 4,5% na comparação anual, mas um recuo de 1,3% em relação ao trimestre anterior.
As vendas de finos de minério de ferro atingiram 73,5 milhões de toneladas, um crescimento de 5,2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. O preço médio realizado dos finos foi de US$ 95,4 por tonelada, refletindo uma alta de 2,6% na comparação anual e um avanço de 1,1% frente ao trimestre anterior.
Desempenho em Pelotas e Níquel
Em relação à produção de pelotas, a Vale registrou 8,3 milhões de toneladas, uma queda de 9,2% em relação ao ano anterior, embora tenha apresentado um crescimento de 4,1% em comparação ao trimestre anterior. A mineradora já havia reduzido sua previsão de produção de pelotas para 2025, ajustando-a de 38 milhões a 42 milhões de toneladas para um intervalo entre 31 milhões e 35 milhões de toneladas, devido a um excesso de oferta global e à paralisação da planta de pelotização de São Luís para manutenção.
No segmento de níquel, a Vale produziu 46,2 mil toneladas no quarto trimestre, um crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio do níquel foi de US$ 15.015 por tonelada, apresentando uma queda de 7,1% na comparação anual. Apesar disso, as vendas de níquel somaram 49,6 mil toneladas, com um aumento de 5,3% na comparação anual.
Opinião
A recuperação da produção da Vale e a superação da Rio Tinto são sinais positivos para o setor mineral brasileiro, que busca reafirmar sua importância no mercado global.
