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UFRJ e UFRGS destacam-se com prêmios internacionais em pesquisas sobre Alzheimer

UFRJ e UFRGS destacam-se com prêmios internacionais em pesquisas sobre Alzheimer

Cientistas brasileiros estão se destacando na luta contra a doença de Alzheimer, um dos grandes desafios da medicina. Recentemente, dois pesquisadores foram premiados por suas contribuições significativas nesta área. Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recebeu o ALBA-Roche Prize em 2026, enquanto Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi reconhecido pela Alzheimer’s Association.

Premiações e Contribuições

A doença de Alzheimer afeta cerca de 40 milhões de pessoas no mundo, com aproximadamente 2 milhões de brasileiros vivendo com a condição. Lourenço, que coordena pesquisas sobre marcadores biológicos no sangue, e Brum, que desenvolveu protocolos para um exame de sangue com p-tau217, estão na vanguarda das pesquisas.

O exame de sangue, que já é utilizado na Europa e EUA, visa facilitar o diagnóstico e a implementação no SUS é um dos principais objetivos de Brum. Ele acredita que essa tecnologia pode aumentar a confiança diagnóstica e melhorar o tratamento dos pacientes.

Desafios e Avanços na Pesquisa

Apesar dos avanços, a doença de Alzheimer continua sem cura e os tratamentos disponíveis têm eficácia limitada. Lourenço destaca a importância de entender a doença no contexto brasileiro, já que muitos estudos são realizados no Norte global. Ele observa que muitos pacientes desenvolvem placas de beta-amiloide sem apresentar sintomas cognitivos, o que levanta questões sobre a resiliência ao Alzheimer.

O Lourenço Lab, fundado por Lourenço, está investigando substâncias que possam evitar o acúmulo de proteínas associadas à doença. Em paralelo, Brum busca implementar seu exame de sangue em larga escala, o que poderia revolucionar o diagnóstico precoce e a intervenção na doença.

Opinião

As pesquisas de Lourenço e Brum mostram que o Brasil possui talentos excepcionais na ciência, e suas conquistas merecem ser celebradas e apoiadas para que possam trazer avanços significativos no combate ao Alzheimer.