A Uber do Brasil enviou uma notificação extrajudicial ao Ministro Guilherme Boulos no dia 26 de março de 2026, contestando declarações que, segundo a empresa, insinuam corrupção de agentes políticos em favor de seus interesses. A notificação foi motivada por dois vídeos publicados por Boulos nos dias 17 e 22 de março de 2026, onde ele questiona a legitimidade dos apoios políticos à Uber.
Acusações e Respostas
No vídeo intitulado “O iFood e a Uber estão mentindo para você”, Boulos afirmou que “nada me tira da cabeça que tem algum negócio aí” e levantou a hipótese de que políticos estariam “a serviço” da Uber, possivelmente recebendo “dinheiro em troca”. Em resposta, a Uber reiterou sua política de “tolerância zero” a suborno e corrupção, enfatizando que as acusações feitas por Boulos extrapolam os limites da liberdade de expressão.
Pedido de Provas
A notificação, assinada pelos advogados Douglas Leite e Fernanda Cohen, solicita que Boulos apresente provas, detalhes, nomes de envolvidos e valores que sustentem suas alegações. A empresa destacou que críticas são bem-vindas, mas não podem ser confundidas com acusações criminais sem comprovação.
Reação de Boulos
Procurada, a assessoria de Boulos optou por não comentar a notificação. Contudo, o ministro afirmou à Folha de S.Paulo que não se intimidaria com a ação da Uber, indicando que continuará a defender suas posições sobre a regulamentação do setor de aplicativos.
Opinião
O embate entre a Uber e Boulos ressalta a tensão entre interesses corporativos e a necessidade de regulamentação justa no setor de aplicativos, refletindo um cenário político cada vez mais polarizado.





