Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, foi tornado inelegível pelo TSE em uma decisão que ocorreu em 24 de março de 2026. A condenação, que teve um placar de 5 a 2, resulta em uma inelegibilidade de oito anos, ou seja, até 2030.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral foi baseada em acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, especialmente relacionadas à contratação de 27 mil funcionários temporários que atuaram como cabos eleitorais. A ministra Isabel Gallotti, que foi a relatora do caso, defendeu a condenação, sendo acompanhada por outros ministros, incluindo Cármen Lúcia, presidente do TSE.
Renúncia e Recurso
Antes do julgamento, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador para tentar uma vaga no Senado. Após a decisão, ele anunciou que pretende recorrer, afirmando que lutará até a última instância para reverter o resultado, que considera injusto. Castro também destacou que as acusações são anteriores ao período eleitoral e não influenciaram sua votação expressiva.
Assunção Interina e Consequências
Com a renúncia de Cláudio Castro, o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o governo do Rio de Janeiro. Ele agora é responsável por organizar a eleição indireta na Alerj para escolher um novo governador até as próximas eleições.
Opinião
A inelegibilidade de Cláudio Castro levanta questões sobre a ética na política e a responsabilidade dos governantes. A decisão do TSE pode ser vista como um passo importante para a moralização das práticas eleitorais no Brasil.





