A desconfiança em relação às urnas eletrônicas no Brasil disparou, revelando um cenário preocupante para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dados da pesquisa Genial/Quaest mostram que 43% dos brasileiros discordam da afirmação de que as urnas são confiáveis, um aumento significativo em comparação aos 22% que não confiavam nelas em maio de 2022.
Essa mudança de percepção coincide com uma série de ações do Judiciário que visam silenciar críticas ao sistema eleitoral. Um exemplo marcante é o caso de um ex-presidente que foi declarado inelegível até 2030 por questionar o sistema eleitoral em uma reunião com embaixadores. Além disso, um engenheiro foi condenado a sete anos de prisão por pedir maior transparência nas urnas, sendo rotulado como golpista.
Censura e Aumento da Desconfiança
Durante as eleições de 2022, houve um aumento na censura a críticas sobre as urnas, o que, segundo especialistas, pode ter gerado um efeito contrário ao esperado. O especialista em liberdade de expressão Pedro Franco afirma que o silenciamento de debates aumenta a desconfiança da população. Ele destaca que proibir discussões em torno de um tema gera curiosidade e ceticismo, especialmente em relação a instituições cuja credibilidade já está em baixa, como o Supremo Tribunal Federal (STF).
Dados da Pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro de 2026, que ouviu 2.004 pessoas, foi registrada no TSE sob o nº BR-00249/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um índice de confiabilidade de 95%. Esses dados revelam um cenário alarmante para a confiança nas urnas eletrônicas, especialmente após a onda de censura que ocorreu nas eleições de 2022.
Opinião
A crescente desconfiança em relação às urnas eletrônicas é um sinal de alerta para a democracia brasileira. É fundamental que o TSE busque formas de aumentar a transparência e garantir a confiança da população no sistema eleitoral.
