Internacional

Trump promete intensificar ataques ao Irã e ignora protestos nos EUA

Trump promete intensificar ataques ao Irã e ignora protestos nos EUA

Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de 1º de novembro que as forças militares norte-americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade de defesa do regime do Irã. O conflito, que já dura 32 dias, está próximo de atingir seus objetivos estratégicos, segundo Trump.

Durante a declaração de cerca de 20 minutos, o presidente exaltou as vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques nas próximas duas a três semanas, sem descartar a possibilidade de negociações. Trump afirmou: “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem”.

Retórica e aliados

Trump também destacou que os EUA não dependem do petróleo do Estreito de Ormuz e que países aliados, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, devem cuidar do acesso a essa passagem. “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso”, disse.

Sobre o aumento do preço da gasolina, Trump minimizou a situação, afirmando que é temporária e resultado de “ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais”. Ele ressaltou que a alta é uma prova de que o Irã não pode ser confiável com armas nucleares.

Silêncio sobre protestos

Embora tenha falado sobre a guerra, Trump não mencionou os protestos que ocorreram em várias cidades dos EUA, onde milhões de americanos se manifestaram contra o envolvimento do governo na guerra e as ações policiais relacionadas à deportação de imigrantes. Essa foi a terceira onda de protestos nos últimos meses, e a aprovação de Trump está em cerca de um terço, a pior desde o início de seu segundo mandato.

Opinião

O pronunciamento de Trump revela uma estratégia de intensificação da guerra, enquanto ignora as vozes de insatisfação da população americana, que busca alternativas para a paz e a estabilidade.