O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido Social Democrático (PSD) em 19 de março de 2026. A decisão ocorre em meio a um clima de tensão interna no partido, principalmente em relação à disputa pelo governo de Santa Catarina.
Topázio decidiu romper com o PSD após o diretório estadual protocolar um processo de expulsão por infidelidade partidária. O motivo principal foi seu apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL), que contraria a candidatura própria do PSD, liderada pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
Críticas a João Rodrigues
Na carta de desfiliação, Topázio não poupou críticas a João Rodrigues, chamando sua candidatura de um projeto pautado por ego e vaidade. Ele afirmou que a movimentação de Rodrigues transformou os companheiros de partido em reféns de um projeto sem sentido e que desconhece qualquer proposta de estado apresentada por ele.
A desfiliação de Topázio deixa o PSD sem comando na prefeitura de Florianópolis, enquanto fortalece a base de Jorginho Mello. O prefeito destacou a importância do atual governador, chamando-o de um gestor competente e o maior parceiro das prefeituras na história de Santa Catarina.
Desafios e Futuro Político
Com sua saída do PSD, Topázio pode se filiar ao Republicanos ou Podemos, mas, por enquanto, permanece sem partido. A decisão de Topázio também reflete um descompasso entre o PSD e o eleitorado catarinense em relação à corrida presidencial, uma vez que ele criticou a falta de apoio da sigla à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O clima tenso entre os membros do PSD se intensificou após João Rodrigues confirmar sua pré-candidatura ao governo estadual, o que levou a uma série de movimentações dentro do partido, incluindo o cancelamento da reunião que votaria a expulsão de Topázio.
Opinião
A situação política em Santa Catarina se complica com a desfiliação de Topázio Neto, que pode impactar a dinâmica eleitoral e a estratégia do PSD nas próximas eleições.





