A semana de altos e baixos para Tifanny, atleta trans de 41 anos, terminou com a conquista do título da Copa Brasil de Vôlei pelo Osasco, em Londrina (PR). A jogadora foi liberada pela Justiça para atuar na competição depois de um veto da Câmara de Londrina, que tentava barrar sua participação.
Na final contra o Minas, Tifanny saiu do banco e mudou o jogo, contribuindo com 15 pontos e sendo eleita a melhor atleta em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei. Este é o bicampeonato da competição pela equipe, totalizando cinco títulos na história do time.
Liberação Judicial e Polêmica
Antes da semifinal contra o Sesc-Flamengo, na sexta-feira (27), Tifanny foi recebida com festa no ginásio do Moringão, em Londrina. A atleta carregou uma criança que segurava um cartaz de apoio a ela, demonstrando o carinho dos torcedores. O veto da Câmara, baseado na lei municipal 13.770, promulgada em abril de 2024, foi contestado judicialmente.
O juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar que permitiu a participação da jogadora, apontando a inconstitucionalidade da medida. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também acionou o STF, que deu parecer favorável à atleta.
Reação de Tifanny e Mensagem à Vereadora
Após a vitória, Tifanny expressou sua gratidão pelo apoio recebido e enviou uma mensagem à vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (PP), que havia solicitado o veto à sua participação. “Ao invés de você se preocupar comigo jogando, preocupe-se com o esporte da cidade, porque o vôlei de Londrina precisa de mais incentivo”, afirmou.
Opinião
A vitória de Tifanny representa uma conquista não apenas no esporte, mas também na luta pela inclusão e respeito às diversidades, mostrando que a justiça pode prevalecer em situações de discriminação.






