O Tesouro Nacional divulgou, nesta quarta-feira (28), que a dívida pública brasileira alcançou R$ 8,6 trilhões ao final de 2025. A previsão é alarmante: o montante pode ultrapassar R$ 10 trilhões até o fim de 2026, com estimativas apontando para um intervalo entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Esse crescimento representa um aumento de 18%, o maior registrado desde 2015. Os dados fazem parte do Plano Anual de Financiamento (PAF), que delineia as metas para a gestão da dívida ao longo do ano.
Estratégias do Governo
O governo pretende manter a estratégia de reduzir a proporção de títulos prefixados e aumentar a participação de papéis atrelados à taxa Selic. A intenção é atrair investidores para esses títulos, que estão operando em níveis elevados, os mais altos em quase dois anos.
Originalmente, o PAF previa que a Dívida Pública Federal encerraria 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. Contudo, uma revisão realizada em setembro do ano anterior ajustou esse teto para um intervalo entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.
Prazos e Vencimentos
O novo plano também prevê a ampliação do prazo médio da dívida, que se situou em 4 anos ao final de 2025. A meta para dezembro de 2026 é manter esse prazo entre 3,8 e 4,2 anos. Em relação à parcela da dívida que vencerá nos próximos 12 meses, a expectativa é que esse valor fique entre 18% e 22%, sendo que atualmente está em 17,5%.
Mecanismos de Segurança
Para garantir o financiamento em cenários adversos, o Tesouro Nacional destacou dois mecanismos: as Reservas Internacionais, que são suficientes para quitar R$ 33,3 bilhões da dívida externa em 2026, e um colchão de liquidez de R$ 1,187 trilhão, que pode cobrir 7,33 meses de vencimentos da dívida pública interna.
Opinião
A situação da dívida pública brasileira requer atenção redobrada, especialmente diante das previsões alarmantes para os próximos anos. Medidas eficazes são essenciais para evitar um colapso financeiro.





