O Tesouro Nacional divulgou dados preocupantes sobre a situação fiscal do governo federal em 2025. O relatório revela que a despesa do governo cresceu 14,38%, enquanto a receita avançou apenas 9,39% no mesmo período. Essa discrepância elevou a necessidade líquida de financiamento do setor público para 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB), um aumento de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.
Despesas e déficits alarmantes
A principal despesa do governo federal em 2025 foi com benefícios previdenciários e assistenciais, que representaram 12,5% do total. Além disso, os juros da dívida pública corresponderam a 9,6% e as transferências obrigatórias a 7,9%.
Em um relatório separado, o Banco Central revelou um débito primário de R$ 30 bilhões em fevereiro de 2026. Quando somados os juros da dívida, o rombo totaliza R$ 100,6 bilhões. Esse cenário foi ainda mais agravado por uma intervenção significativa do Tesouro, que realizou a recompra de R$ 47 bilhões em títulos públicos, a maior ação desse tipo em mais de uma década.
Impactos econômicos e investimentos
Os dados também indicam um recuo de US$ 2,4 bilhões em investimentos diretos estrangeiros no Brasil nos últimos 12 meses, evidenciando uma perda de atratividade para o país em meio ao descontrole fiscal e aos impactos da guerra no Irã.
Opinião
O cenário fiscal alarmante exige uma resposta urgente do governo para restaurar a confiança dos investidores e garantir a sustentabilidade econômica do país.





