A Senadora Tereza Cristina (PP) declarou que nunca recebeu um convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil. Contudo, ela afirmou que, caso houvesse um convite, iria “pensar” sobre a proposta. “Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. Se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, explicou durante uma entrevista.
Desde as últimas eleições, Tereza Cristina se destaca como uma voz de liderança feminina entre a direita e do agronegócio. Em fevereiro de 2023, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, convite feito pelo presidente da entidade, Paulo Skaf.
Recentemente, em uma entrevista à Veja, Tereza afirmou sentir-se “preparada” para a vice-presidência ao lado de Flávio Bolsonaro, considerado por muitos como o candidato mais capaz de desbancar Lula nas eleições. Ela, no entanto, também não descartou a possibilidade de lançar seu próprio nome como candidata à presidência, afirmando: “Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada. Mas isso não depende da minha vontade. Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo”.
Cenário Eleitoral
Durante um evento de filiação de cinco deputados ao Partido Liberal (PL), o presidente do partido, Reinaldo Azambuja, expressou o desejo de ver Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro. “Eu olho pra Tereza Cristina e me dá uma vontade de ver você como vice do Flávio Bolsonaro. Eu sei que você vai ser guerreira, vai falar o que você fez pelo Brasil como a melhor ministra da agricultura nos momentos mais difíceis”, ressaltou.
Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado recentemente, aponta um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no segundo turno, com 46% cada, enquanto 7% afirmam que votariam em branco ou nulo. No primeiro turno, Lula tem 41% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro registra 38%, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais, indicando um empate técnico.
Opinião
A posição de Tereza Cristina no cenário político é cada vez mais relevante, especialmente com as recentes movimentações eleitorais.





