O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em 18 de fevereiro. A investigação apura a morte da soldado, que foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o tenente-coronel, em São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o pagamento ao tenente-coronel está suspenso desde sua prisão, em 18 de março. Recentemente, uma portaria de inatividade foi publicada no Diário Oficial do Estado em 2 de novembro, permitindo que ele receba remuneração na reserva, o que equivale à aposentadoria na estrutura militar.
Investigação e Consequências
O inquérito policial militar, que investiga a morte de Gisele, está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O tenente-coronel permanece preso preventivamente, após representação da Corregedoria da PM. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram marcas de agressão no corpo da soldado, contradizendo a versão inicial de suicídio apresentada por Geraldo Leite.
A SSP destacou que a passagem para a reserva não impede a responsabilização penal ou disciplinar do militar. Um conselho de justificação foi autorizado, podendo resultar em demissão, perda do posto e da patente do tenente-coronel. A interrupção dos vencimentos previdenciários, caso haja demissão, dependerá de decisão judicial definitiva.
Opinião
A gravidade das acusações e a situação do tenente-coronel Geraldo Leite levantam questões importantes sobre a responsabilidade e a transparência nas forças de segurança.





