A tempestade Leonardo, que atinge a Espanha e Portugal, levou o governo português a decretar estado de calamidade em 68 municípios. Apesar da situação crítica, o segundo turno das eleições presidenciais está mantido para este domingo.
O líder do partido de extrema-direita Chega, André Ventura, questionou as condições para a realização das eleições em um vídeo publicado no X. Ele defendeu que a votação deveria ser adiada por uma semana, ressaltando que o pleito representa “uma questão de igualdade entre todos os portugueses”.
A Comissão Nacional de Eleições, autoridade eleitoral em Portugal, reafirmou que a votação ocorrerá conforme o previsto. Em nota, a comissão explicou que “a existência de estado de calamidade, avisos meteorológicos ou situações adversas de caráter geral não constitui, por si só, fundamento suficiente para o adiamento da votação ao nível comunal ou distrital”.
Na tragédia provocada pela tempestade, um homem perdeu a vida em Portugal devido à subida das águas. Na Espanha, uma menina permanece desaparecida após ser arrastada por um rio caudaloso. A situação é alarmante, com cerca de 4.000 pessoas evacuadas na Andaluzia, onde a tempestade causou inundações e deslizamentos de terra, mantendo dezenas de estradas fechadas.
A agência meteorológica espanhola suspendeu o alerta máximo no sul da Espanha, mas informou que outro sistema de tempestades é esperado para o fim de semana. A tempestade Leonardo é a mais recente de uma série de eventos climáticos severos que têm afetado a Península Ibérica nas últimas semanas.
Opinião
A continuidade das eleições em meio a uma calamidade levanta questões sobre a segurança e a igualdade de condições para todos os cidadãos.
