Tarcísio de Freitas (Republicanos) está sob intensa pressão para definir a composição de sua chapa para as eleições de 2026 em São Paulo. O governador busca manter Felício Ramuth (PSD) como seu vice, mas enfrenta a forte concorrência do PL, que quer indicar André do Prado como o candidato a vice.
Pressão do PL e Kassab pela vaga de vice
O PL, partido que conta com 22 deputados na Alesp, tem pressionado Tarcísio a aceitar a indicação de Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa. A bancada do PL já preparou uma carta de apoio ao nome de Prado, que alega ter um “perfil conciliador” e é visto como uma peça fundamental para a manutenção da aliança política.
Possibilidade de troca de partido por Ramuth
Enquanto isso, a situação de Ramuth é delicada. A possibilidade de uma troca de partido não está descartada, caso não haja um acordo com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para que Ramuth permaneça na chapa. O destino mais provável seria o MDB ou o próprio PL, embora a filiação ao MDB seja considerada remota por alguns líderes.
Movimentações políticas e as eleições de 2026
As eleições em São Paulo estão marcadas para 2026, e as articulações políticas estão em plena atividade. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já manifestou suas pretensões para 2030, o que poderia gerar atritos dentro do MDB caso Ramuth se filie à sigla. Kassab, por sua vez, ainda não desistiu de manter Ramuth como vice e está aguardando uma conversa decisiva com Tarcísio nas próximas semanas.
Opinião
A disputa pela vice-governadoria em São Paulo mostra a complexidade das alianças políticas e a importância de uma escolha que possa garantir a governabilidade e a continuidade dos projetos em andamento.





