Economia

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e Brasil se destaca como vencedor

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e Brasil se destaca como vencedor

A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou em 20 de fevereiro de 2026 as tarifas impostas por Donald Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com essa decisão, o Brasil emergiu como o maior beneficiário global, registrando uma queda média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas sobre suas exportações.

A análise do Global Trade Alert, publicada pelo Financial Times, destaca que a eliminação de tarifas de até 40% para produtos brasileiros, como móveis e componentes industriais, torna o mercado americano mais acessível. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reagiu positivamente, ultrapassando os 190 mil pontos após a decisão.

Reação de Trump e suas consequências

Horas após a derrubada das tarifas, Trump acionou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, estabelecendo uma nova sobretaxa emergencial de 15%. Essa medida é temporária e sua permanência dependerá de aprovação do Congresso após 150 dias. Estimativas indicam que o Tesouro dos EUA pode precisar ressarcir até US$ 175 bilhões a importadores que pagaram tarifas consideradas ilegais.

Impacto global e reações

A decisão da Suprema Corte não apenas beneficiou o Brasil, mas também a China, que terá uma redução projetada de 7,1 pontos percentuais em suas tarifas médias. Por outro lado, aliados históricos dos EUA, como o Reino Unido e a União Europeia, enfrentaram aumentos em suas cargas tarifárias, evidenciando um paradoxo nas relações comerciais.

Desafios futuros e estratégias do Brasil

Com a nova tarifa de 15%, o Brasil se vê em uma posição mais favorável em comparação ao regime anterior. O foco agora é diplomático, com Lula planejando uma visita a Washington em março para negociar a retirada de tarifas sobre aço e alumínio. O objetivo é garantir que o Brasil não seja visto apenas como fornecedor de matéria-prima, mas como um parceiro estratégico em investimentos.

Opinião

A reviravolta nas tarifas representa uma nova fase nas relações comerciais entre os EUA e o Brasil, mas os desafios permanecem. A diplomacia será crucial para garantir benefícios duradouros.