Uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA derrubou as sobretaxas impostas por Donald Trump, favorecendo exportadores brasileiros. Na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o Brasil consolidou-se como o parceiro comercial com maior alívio tributário, impulsionando a Bolsa e valorizando o real ante o dólar.
Os juízes decidiram que o presidente abusou de uma lei de emergência nacional para fins comerciais. A Corte entendeu que mudanças econômicas dessa relevância precisam de aprovação do Congresso Americano. Com isso, o chamado ‘tarifaço’ foi considerado ilegal, forçando o governo a adotar regras mais suaves e limitadas, que agora têm validade de apenas 150 dias.
Vantagens para o Brasil
O Brasil teve a maior redução de impostos entre os 20 principais parceiros dos EUA, com uma queda média de 13,6 pontos percentuais. Produtos fundamentais para nossa economia, como carne bovina, café, suco de laranja, celulose e aviões, conseguiram isenção total da nova taxa de 15% que Trump tentou aplicar após a derrota judicial. Isso dá fôlego extra para as empresas nacionais competirem no exterior.
Impacto no mercado
A vitória judicial trouxe otimismo, atraindo bilhões de reais em investimentos estrangeiros para o país. Com mais dólares entrando, a moeda americana caiu para abaixo de R$ 5,20. Para o cidadão comum, isso é bom porque barateia produtos importados e insumos da indústria, como combustíveis e fertilizantes. Esse alívio ajuda a segurar a inflação e abre caminho para que o Banco Central possa reduzir os juros.
Riscos e incertezas
O principal problema é o prazo curto: as novas regras valem por apenas 150 dias. Se o governo americano e o Congresso não chegarem a um acordo após esse período, a incerteza volta. Outro risco é uma eventual paz comercial entre EUA e China, o que poderia fazer os chineses comprarem menos soja e carne do Brasil para voltar a consumir produtos americanos.
Postura estratégica do Brasil
Analistas avaliam que a postura do Brasil foi estratégica ao recusar acordos desfavoráveis sob pressão. Em vez de retaliar imediatamente, o que prejudicaria a economia nacional, o Brasil manteve as negociações abertas e redirecionou parte das vendas para outros países enquanto aguardava o desfecho jurídico nos EUA. Essa aposta na resiliência resultou em recordes de exportação e em uma posição privilegiada após a queda das barreiras.
Opinião
A decisão da Suprema Corte dos EUA representa uma oportunidade significativa para o Brasil, mas a incerteza futura exige cautela nas negociações e estratégias comerciais.
