O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou uma sindicância nesta quarta-feira, dia 4 de outubro, para investigar a acusação de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. A denúncia envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, e o caso teria ocorrido em janeiro de 2023, na residência de Buzzi em Santa Catarina.
A comissão responsável pela apuração será composta pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira. Em meio à investigação, Buzzi pediu licença médica, conforme informado pelo STJ em nota oficial. A instituição declarou que o Pleno deliberou por unanimidade pela instauração da sindicância para apurar os fatos atribuídos ao ministro.
A vítima, que estava hospedada na casa de Buzzi com sua família, é representada pelo advogado Daniel Bialski, que ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de preservar a integridade da jovem e de sua família. Ele aguarda rigor nas apurações e um desfecho adequado perante os órgãos competentes.
Além da sindicância do STJ, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também está investigando a acusação em sigilo, conforme as diretrizes legais que visam proteger a intimidade da vítima e evitar sua revitimização. O CNJ informou que a Corregedoria Nacional de Justiça já colheu depoimentos no âmbito do processo.
Opinião
A situação envolvendo o ministro Marco Buzzi destaca a importância de uma investigação rigorosa e transparente, essencial para a justiça e a proteção das vítimas de assédio.
