O Supremo Tribunal Federal (STF) formou uma maioria de 6 a 2 contra a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, em votação realizada na tarde desta quinta-feira, 26 de março de 2026. A decisão que derruba a prorrogação foi marcada por tensões e reações no Senado.
Votação e Reações
A maioria dos votos contra a prorrogação foi composta pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Apenas André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da extensão dos trabalhos da CPMI, que ainda aguarda os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin, que estão pendentes.
O ministro André Mendonça, relator do caso, havia dado um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizasse a leitura do requerimento de prorrogação. Essa ação foi motivada por um pedido do presidente da CPMI, Carlos Viana, que alegou omissão por parte de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento.
Prorrogação e Expectativas
Antes da decisão do STF, Carlos Viana havia decidido prorrogar os trabalhos da CPMI por até 120 dias, suspendendo a sessão até o fim do julgamento, aguardando a palavra final do STF. O resultado da votação traz incertezas sobre o futuro das investigações relacionadas ao INSS.
Opinião
A decisão do STF reflete a complexidade das relações entre os poderes e a necessidade de um diálogo mais eficaz no Senado para garantir a continuidade das investigações.





