O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou para o dia 8 de abril de 2026 o julgamento que determinará como será a eleição do novo governador do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro e sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Este julgamento é crucial, pois definirá se a escolha do sucessor de Cláudio Castro será feita por votação direta da população ou de forma indireta pela Assembleia Legislativa. A decisão ocorrerá em um contexto de insegurança jurídica, agravada por decisões conflitantes dentro do próprio STF.
Suspensão da Eleição Indireta
Na última sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin suspendeu a realização da eleição indireta até que a Corte analise o caso de forma definitiva. Essa medida foi tomada em resposta a uma ação do PSD, que questiona a legalidade das regras aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Divergências entre Ministros do STF
Durante o julgamento virtual já realizado, a maioria dos ministros se posicionou a favor do voto secreto e da manutenção do prazo curto para descompatibilização de candidatos, embora tenha havido divergências. Ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin defendem que a escolha deve ocorrer por eleição direta, alegando que a renúncia de Cláudio Castro foi um desvio de finalidade.
Possíveis Cenários Eleitorais
Se o STF decidir pela eleição direta, os eleitores do Rio de Janeiro poderão votar duas vezes no mesmo ano: uma para o governador tampão e outra nas eleições gerais de outubro. Por outro lado, se prevalecer a eleição indireta, a Assembleia Legislativa ficará responsável por escolher o novo chefe do Executivo estadual.
Opinião
A definição do processo eleitoral no Rio de Janeiro é fundamental para garantir a estabilidade política e a legitimidade democrática, especialmente após as controvérsias envolvendo a renúncia de Cláudio Castro.





