Política

Sóstenes Cavalcante critica PEC do fim da escala 6×1 e sugere nova remuneração

Sóstenes Cavalcante critica PEC do fim da escala 6x1 e sugere nova remuneração

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, manifestou sua preocupação em relação à PEC do fim da escala de trabalho 6×1, que foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 9 de fevereiro de 2026. Segundo ele, a proposta apresenta erros graves, principalmente em seus cálculos, o que compromete sua viabilidade.

Sóstenes defende a adoção de um modelo de remuneração por hora como alternativa mais moderna e eficiente. Em entrevista, ele afirmou que o formato atual da proposta exige uma reformulação profunda antes de avançar no Congresso. “A relação entre empregador e trabalhador precisa acompanhar as transformações do mercado e ser baseada na produtividade real”, destacou.

Criticas e Propostas

O parlamentar criticou a proposta originada por Érika Hilton, afirmando que contém vícios e erros de matemática que inviabilizam sua votação. “Não dava para votar aquele texto”, enfatizou. Ele acredita que, se a PEC for admitida, deverá ser debatida junto a outras propostas semelhantes, ampliando a análise sobre o impacto nas relações de trabalho.

Sóstenes também observou que a mudança deve ocorrer por meio de uma emenda constitucional, e não por um projeto de lei, para evitar questionamentos futuros no Supremo Tribunal Federal (STF). “Este é um assunto para PEC, é uma alteração muito séria”, afirmou.

Calendário e Expectativas

Com o calendário legislativo apertado, Sóstenes considera improvável que a matéria seja votada antes das eleições de 2026. O parlamentar ressaltou que a proposta precisa levar em conta novas formas de trabalho, como o home office, e modelos mais flexíveis já adotados em diferentes setores. “Acho difícil, por causa do calendário deste ano, ser votado antes das eleições”, declarou.

Opinião

A discussão sobre a PEC do fim da escala 6×1 é crucial, pois envolve não apenas a relação entre empregadores e trabalhadores, mas também a necessidade de atualização das leis trabalhistas em um mundo em constante transformação.