Política

Sindicato dos Petroleiros pressiona Lula para enviar combustíveis a Cuba em crise

Sindicato dos Petroleiros pressiona Lula para enviar combustíveis a Cuba em crise

Sindicatos de trabalhadores do setor petroleiro estão pressionando o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva para que envie combustíveis da Petrobras ao regime de Cuba, que enfrenta uma grave crise energética desde que a Venezuela deixou de enviar derivados de petróleo em janeiro de 2026.

Um protesto foi organizado pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) para o dia 26 de fevereiro de 2026, no Centro do Rio de Janeiro, recebendo apoio de outras centrais sindicais. Com a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, a ilha caribenha passou a enfrentar sérias dificuldades para se abastecer de derivados de petróleo.

Pedido de ajuda e riscos humanitários

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) enviou um ofício à Diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, solicitando o reconhecimento dos “riscos humanitários” que a ilha corre ao permanecer sem auxílio energético do Brasil. O documento destaca a necessidade de diálogo institucional sobre alternativas viáveis e caminhos de cooperação baseados em solidariedade e responsabilidade social.

Produção da Petrobras e abastecimento de Cuba

De acordo com o Sindipetro-RJ, uma semana de produção da Petrobras seria suficiente para abastecer Cuba por um ano. O sindicato enfatiza que as necessidades anuais de petróleo de Cuba somam menos do que uma semana de produção da Petrobras, reforçando a urgência de sua exigência ao governo Lula e à Petrobras.

Pressão política e sanções dos EUA

Além da interrupção da ajuda da Venezuela, o governo de Donald Trump ameaçou com sanções os países que disponibilizarem combustíveis a Cuba, citando a suposta ameaça que o regime representa aos EUA. Essa situação aumenta a pressão sobre o governo brasileiro para que tome uma posição sobre a ajuda a Cuba.

Opinião

A situação de Cuba, com a interrupção do fornecimento de petróleo e os riscos humanitários envolvidos, coloca o Brasil em uma posição delicada, onde a solidariedade pode conflitar com pressões internacionais.