A partir de hoje, fica vedada a concessão de reajuste salarial para servidores públicos que exceda a recomposição das perdas inflacionárias no ano. Essa medida é uma consequência da legislação eleitoral, especificamente do artigo 73, VIII da Lei nº 9.504/1997, que proíbe aumentos 180 dias antes do pleito. Apesar dessa restrição, funcionários públicos de Mato Grosso do Sul continuam a pressionar por um aumento salarial maior.
Desde a semana passada, as categorias têm buscado apoio de deputados estaduais para conseguir uma agenda com o governo do Estado. No entanto, com o prazo legal já expirado, a luta por um aumento além da inflação persiste. O presidente do Fórum dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul, Fabiano Reis, confirmou que há uma reunião marcada para hoje à tarde com os coordenadores da entidade para avaliar o cenário e as possibilidades.
Insatisfação em Diversas Áreas
De acordo com Reis, os servidores buscam respeito, diálogo e melhorias nas carreiras, incluindo promoções e melhores condições de trabalho. O clima de insatisfação é evidente em diversas áreas, como no Detran-MS e na UEMS, onde a terceirização e a defasagem nas carreiras têm gerado protestos. “Seguimos abertos ao diálogo, mas com firmeza na defesa da valorização dos servidores”, afirmou o presidente do Fórum.
Além disso, os professores da Rede Estadual de Ensino (REE) também expressam descontentamento em relação ao reajuste. A presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Deumeires Morais, destacou que, apesar de a categoria receber acima do piso nacional, o aumento foi considerado insuficiente. “Seria importante que o governo pudesse aplicar um percentual que trouxesse um ganho real para todos os servidores públicos”, declarou Morais.
Ainda que haja descontentamento generalizado, até o momento, apenas os servidores do Detran-MS estão em estado de greve, aguardando promessas do governo para decidir sobre uma paralisação por tempo indeterminado.
Opinião
A insatisfação dos servidores públicos de Mato Grosso do Sul reflete uma necessidade urgente de diálogo e valorização, especialmente em ano eleitoral, quando as limitações legais se tornam um desafio adicional.





