A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, em 04/02/2026, a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre as suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Essa decisão surge em um momento de pressão política pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
A criação do grupo foi proposta pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que destacou que o trabalho da CAE não substituirá a CPI, mas servirá para dar suporte técnico e institucional às apurações já em andamento. “Eu defendo a instalação da CPI. Nosso trabalho na CAE será apenas um trabalho complementar, não pretendemos competir com ninguém”, afirmou Calheiros.
Reuniões Estratégicas
Renan Calheiros já iniciou uma rodada de articulações com órgãos de controle e fiscalização. Ele se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, em 03/02/2026, e planeja um encontro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em 04/02/2026. O objetivo é integrar informações e alinhar ações entre os principais órgãos responsáveis pela apuração de possíveis crimes financeiros.
Pressão por CPI
A pressão por uma CPI está crescendo no Congresso Nacional. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido de abertura de CPI em 02/02/2026 para investigar as fraudes atribuídas ao Banco Master. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o pedido seguirá a fila regimental de criação de CPIs. Além disso, há um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com 278 assinaturas, incluindo 42 senadores.
A instalação da CPI ainda depende da leitura formal do requerimento pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Opinião
A criação do grupo de trabalho pela CAE é um passo importante, mas a urgência por uma CPI reflete a necessidade de uma investigação mais robusta sobre o Banco Master.
