O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se reuniu nesta quarta-feira, dia 11 de outubro, com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em busca de uma revisão das decisões que barraram depoimentos de investigados, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Durante a reunião, Viana destacou que Mendonça se comprometeu a levar para julgamento colegiado os recursos da CPMI, visando garantir que Vorcaro e outros acusados possam prestar depoimento. O senador enfatizou que para a comissão é uma questão de honra o comparecimento de Vorcaro, que é esperado para esclarecer seu suposto envolvimento em práticas ilegais de consignação a aposentados e pensionistas do INSS.
Além disso, Viana criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que permitiu que Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, desmarcasse seu depoimento agendado para o dia 12 de outubro. Apesar da desmarcação, um novo depoimento foi agendado para o dia 18 de outubro. Viana expressou sua insatisfação com a decisão, alegando que isso demonstra um desrespeito ao trabalho da CPMI, que considera essencial a presença de testemunhas no Congresso Nacional.
O senador também abordou a questão dos vazamentos de dados sigilosos de Vorcaro, afirmando que a CPMI não é responsável pelo ocorrido. Na semana passada, o STF determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar o vazamento dos dados bancários, fiscais e telemáticos do banqueiro. Viana enfatizou que a comissão não possui a maioria dos documentos que foram divulgados, mas reconheceu a responsabilidade em manter a confidencialidade das informações recebidas.
Opinião
A situação envolvendo a CPMI do INSS e os depoimentos de investigados destaca a complexidade das relações entre os poderes e a importância da transparência nas investigações.






