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Secretaria de Saúde destina 46 mil vacinas contra Chikungunya em meio a surtos

Secretaria de Saúde destina 46 mil vacinas contra Chikungunya em meio a surtos

Como parte das ações para conter o avanço da Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou a destinação de 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que enfrentam os maiores surtos do estado. Deste total, 43.530 doses serão enviadas para Dourados e 3.000 para Itaporã, conforme determinado pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

Casos alarmantes de Chikungunya em MS

De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de Chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Somente em Dourados, são 540 casos e 5 mortes. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a distribuição das doses faz parte de um conjunto de estratégias para controle da doença.

Vacinação integrada e planejamento estratégico

“Estamos atuando com responsabilidade diante de um cenário epidemiológico sensível. A vacina passa a integrar o conjunto de estratégias do Estado para ampliar a proteção da população”, afirmou Maymone. A condução das ações segue critérios técnicos e alinhamento com o Ministério da Saúde. Dourados foi incluído na estratégia piloto nacional de vacinação contra a Chikungunya, com planejamento em andamento para definição das etapas de implementação.

Aumentando a capacidade de atendimento em Dourados

Com o aumento dos casos, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD). O hospital agora conta com 100 leitos, sendo 20 de UTI, 10 leitos adultos e 5 pediátricos para pacientes com a doença.

Monitoramento contínuo e ações em territórios indígenas

O estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região, com reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, explicou que “o cenário exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e imunização”. Além disso, ações foram ampliadas em territórios indígenas, com o envio de equipamentos e aplicação de fumacê, visando controlar a disseminação do mosquito Aedes aegypti.

Opinião

As medidas adotadas pela Secretaria de Saúde são cruciais para conter a disseminação da Chikungunya e proteger a população, mas a colaboração da comunidade é essencial para o sucesso dessas ações.