São Paulo, que completa 472 anos, se destaca como uma das cidades com os maiores salários do Brasil, mas também enfrenta sérias desigualdades. De acordo com dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário médio na cidade é de R$ 4.587, posicionando-se em 31º lugar no país e quase dois terços acima da média nacional de R$ 2.851.
No entanto, as disparidades são evidentes, com os homens recebendo 35% a mais que as mulheres. A diferença de rendimento entre as regiões pode alcançar impressionantes 600%. Por exemplo, enquanto o salário médio no Itaim Bibi, zona oeste, é de R$ 8.275, no Pari, região central, o valor cai para apenas R$ 1.232, conforme o Mapa da Desigualdade de São Paulo 2025.
Além disso, 62% dos paulistanos gastam mais de meia hora no deslocamento para o trabalho, o dobro da média nacional. Para aqueles que recebem até um salário mínimo, esse número sobe para 81%. Já entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 27% enfrentam o mesmo tempo de deslocamento.
Expectativa de vida e educação
A expectativa de vida média em São Paulo é de 71 anos, colocando a cidade em uma posição favorável em comparação com outras capitais brasileiras. Contudo, essa média esconde grandes desigualdades: em locais como Alto de Pinheiros, a expectativa chega a 82 anos, enquanto na Cidade Tiradentes, no leste, a média é de apenas 57 anos.
Embora a cidade tenha um nível de instrução superior à média nacional, com 65% da população possuindo ao menos ensino médio completo, São Paulo ocupa apenas o 55º lugar no Brasil em termos de qualidade educacional. Em relação ao Ideb das escolas públicas, São Paulo ficou em 563º lugar entre 643 municípios analisados, evidenciando a necessidade de melhorias significativas na educação.
Opinião
A complexidade das desigualdades em São Paulo, que se refletem em salários, saúde e educação, exige uma reflexão crítica e ações efetivas para promover uma cidade mais justa e igualitária.
