Santa Catarina

Santa Catarina alerta: 1.030 novos casos de câncer de colo do útero em 2025

Santa Catarina alerta: 1.030 novos casos de câncer de colo do útero em 2025

No Março Lilás, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina reforça a importância da conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de colo do útero, que é o terceiro tipo de neoplasia mais comum entre mulheres no Brasil. Este alerta é crucial, especialmente considerando que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 1.030 novos casos por ano no estado, com 70 novos casos registrados apenas em Florianópolis.

Vacinação e Diagnóstico Precoce

A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é destacada como a principal forma de prevenção. Disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, a vacinação é uma estratégia vital. Além disso, o Ministério da Saúde ampliou o prazo para o resgate vacinal de jovens de 15 a 19 anos até 2026, buscando aumentar a proteção desse público.

O Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) registrou 112 mulheres atendidas com câncer de colo do útero em 2025, ressaltando a necessidade de diagnósticos precoces. O exame Papanicolau é essencial para detectar alterações nas células do colo do útero antes que evoluam para um tumor maligno.

Compromisso com a Saúde Pública

O diretor-geral do CEPON, Dr. Alvin Laemmel, enfatiza que “a vacinação contra o HPV representa um dos maiores avanços da saúde pública na prevenção desse tipo de câncer”. A unidade de saúde reforça seu compromisso com a promoção de informações sobre prevenção e acesso a políticas de saúde.

Além do HPV, outros fatores de risco, como tabagismo e múltiplos parceiros sexuais, também podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença. A gerente técnica do CEPON, Dra. Mary Anne Taves, destaca que a vacina previne a infecção e reduz significativamente o risco de complicações.

Opinião

É fundamental que a população se conscientize sobre a importância da vacinação e do diagnóstico precoce, pois essas ações podem salvar vidas e reduzir o impacto do câncer de colo do útero em Santa Catarina.