O apoio público ao gabinete da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, permanece elevado em fevereiro, alcançando 69%, um aumento em relação aos 67% de janeiro. A desaprovação do gabinete se mantém em 29%, conforme a mais recente pesquisa realizada pela Nikkei Asia de sexta a domingo.
Apesar do forte apoio, quase metade dos entrevistados expressou cautela em relação à supermaioria do Partido Liberal Democrático (PLD) na Câmara Baixa, onde conquistou 316 cadeiras das 465 disponíveis. Essa supermaioria permite ao PLD ignorar decisões da Câmara Alta, onde não possui maioria.
Discussão sobre impostos
Em relação à conferência nacional multipartidária que Takaichi está organizando para discutir a suspensão do imposto sobre o consumo de alimentos, 76% dos entrevistados afirmaram que o órgão deve discutir o corte de impostos juntamente com medidas compensatórias, como aumentos na carga da previdência social e cortes em benefícios. Apenas 17% disseram que a discussão deveria focar apenas no corte de impostos.
A conferência contará com a presença de autoridades governamentais, parlamentares da situação e da oposição, além de especialistas, com o objetivo de avançar nas discussões sobre o corte do imposto e seu financiamento.
Opinião pública e expectativas
Após a vitória eleitoral, 49% dos entrevistados disseram que menos cadeiras do PLD teriam sido aceitáveis, enquanto 44% consideraram o resultado justo. Entre os apoiadores do gabinete, 37% confiam na personalidade dos membros, enquanto 36% destacam as habilidades de liderança. No entanto, aqueles que não apoiam o gabinete apontam que ele é centrado no PLD, com 52% expressando essa preocupação.
Opinião
A situação política no Japão reflete uma população dividida, com apoio ao gabinete de Takaichi, mas também com preocupações sobre a concentração de poder do PLD na Câmara Baixa.
