O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou que o alto endividamento da população se tornou uma das principais preocupações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026. Durante uma entrevista, Costa atribuiu o problema a fatores como juros elevados, o avanço das compras online e o crescimento das apostas digitais, conhecidas como “bets”.
Apesar da maior massa salarial da história, o ministro destacou que a população sente uma perda de poder de compra, impactando diretamente a percepção do eleitorado. Ele enfatizou que o cenário econômico atual é resultado de um “combo” negativo que pressiona o orçamento doméstico e compromete a renda das famílias.
Regulamentação das apostas e a pressão eleitoral
Rui Costa fez um apelo por um reforço na regulamentação das apostas digitais, citando relatos de empresas que enfrentam perda de produtividade devido ao vício em jogos. “Temos relatos de empresas privadas com funcionários excepcionais perdendo produtividade e comprometendo a renda familiar pelo vício no jogo”, afirmou.
O ministro também criticou o principal concorrente à reeleição de Lula, o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que ele terá que apresentar resultados concretos ao eleitor. Costa questionou o que Bolsonaro fez pelo Brasil e comparou a gestão de seu pai a um “desastre completo na economia”.
Estudos sobre juros e a preocupação da ministra
A discussão sobre o endividamento ganhou força no governo, com a ainda ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também apontando os juros como o principal problema. Ela revelou que Lula solicitou estudos ao Banco Central para avaliar limites ou redução nas taxas do crédito rotativo do cartão, que atingiram alarmantes 435,9% ao ano.
Gleisi destacou que cerca de 40 milhões de usuários estão afetados por essa taxa exorbitante e defendeu a criação de mecanismos de controle semelhantes aos que já existem para o cheque especial. Dados do Banco Central indicam que 29,3% da renda das famílias está comprometida com dívidas, o maior nível desde 2011, impulsionado principalmente pelo uso do crédito emergencial.
Opinião
A situação do endividamento da população é alarmante e exige ações rápidas e efetivas do governo para evitar um agravamento da crise econômica.





