Economia

Rosangela Miqueletti defende Ligga após acusações de sócio sobre gestão

Rosangela Miqueletti defende Ligga após acusações de sócio sobre gestão

A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou uma nota em 05 de fevereiro de 2026, defendendo a governança e a operação da empresa após um sócio minoritário, Agnaldo Bastos Lopes, apontar “fatos graves” e uma “desastrosa condução do negócio”. A crítica foi formalizada em uma notificação extrajudicial endereçada à Ligga e à sua controladora, BP Participações S.A., do empresário Nelson Tanure.

Acusações e Respostas

No documento, Lopes, que possui 4,13% das ações da Ligga, alegou que os recursos levantados por meio de uma emissão de debêntures incentivadas não foram aplicados em infraestrutura, o que justificaria o benefício fiscal. Além disso, ele destacou que R$ 400 milhões do caixa da empresa teriam sido alocados em aplicações do Banco Master, que atualmente se encontram irrecuperáveis devido à liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Uma investigação da Polícia Federal sugere que Tanure poderia ser um “sócio oculto” do Banco Master, o que ele nega. Tanure foi alvo da Operação Compliance Zero em 14 de janeiro de 2026, onde teve seu celular apreendido.

Defesa da Ligga

Em sua nota, Rosangela afirmou que a Ligga atua conforme seu planejamento estratégico e que suas operações estão em linha com a legislação e as melhores práticas de governança corporativa. Ela lamentou que discussões pessoais possam desviar a atenção do valor da companhia e do cumprimento dos compromissos com clientes e parceiros.

A CEO, que assumiu a presidência da Ligga em novembro de 2024, destacou que a empresa vive um de seus melhores momentos, com crescimento nas operações e ampliação da base de clientes. A Ligga é pioneira na popularização da fibra óptica no Paraná desde a aquisição da Copel Telecom no leilão de 2021.

Negociações e Transparência

Atualmente, a Ligga mantém tratativas exploratórias para a venda de sua operação à Brasil Tecpar, mas a SR22, como acionista minoritária, afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações.

Opinião

A situação da Ligga destaca a importância da transparência nas operações empresariais e a necessidade de resolver conflitos internos de maneira que não comprometa a confiança dos investidores e clientes.