O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, anunciou sua candidatura à presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em 30 de março de 2026, com o apoio do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Caiado, que já foi governador de Goiás, prometeu que seu primeiro ato como presidente seria anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, uma proposta que ele descreveu como uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. Essa medida é vista como uma forma de superar a polarização política que tem marcado os últimos anos no Brasil.
Durante seu discurso, Caiado afirmou que a polarização não é um traço da política nacional, mas sim sustentada por um projeto político que se beneficia dela. Ele acredita que a anistia poderia desativar essa polarização e permitir um novo caminho para o país.
Na disputa presidencial, Caiado enfrentará o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro, do PL, que defende o legado de seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar.
A escolha de Caiado como candidato ocorreu após o governador paranaense Ratinho Jr desistir da candidatura, o que abriu espaço para o governador de Goiás. Essa mudança de planos ocorre em um contexto onde Kassab havia defendido anteriormente um distanciamento da direita, mas agora parece ter recuado ao apoiar a candidatura de Caiado.
Opinião
A proposta de anistia de Caiado pode ser uma tentativa de conquistar o eleitorado conservador, mas levanta questões sobre a polarização e os desafios que o Brasil enfrenta nas eleições de 2026.





