O cenário político em Minas Gerais passa por uma reconfiguração significativa com a saída de Romeu Zema do governo, marcada para o dia 22 de março de 2026. O governador, que é pré-candidato à Presidência da República, deixa o cargo para se dedicar à sua pré-campanha, enquanto Mateus Simões, atual vice-governador, assume a posição após sua filiação ao PSD em outubro de 2025.
A pressão sobre o Novo
A saída de Zema representa um golpe para o partido Novo, que não possui deputados federais em Minas e conta com apenas dois representantes na Assembleia Legislativa. A situação gera preocupação entre os filiados, que sentem o enfraquecimento da legenda, especialmente em um estado que foi uma vitrine para o partido desde 2018.
Configuração das chapas eleitorais
O foco agora é a construção de uma chapa forte para as eleições. Simões tem a expectativa de contar com Fernanda Altoé, vereadora de Belo Horizonte, como sua vice na chapa. Altoé, que se destacou como a quarta vereadora mais votada da capital em 2024, confirmou a indicação, mas ressaltou que seu objetivo principal é a pré-candidatura a deputada estadual.
Enquanto isso, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) reforça sua intenção de ser candidato ao governo de Minas, buscando apoio e possíveis alianças. Azevedo tem a expectativa de contar com Luis Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas, como vice, o que poderia fortalecer sua candidatura.
Desafios e alianças
O deputado Cristiano Caporezzo, pré-candidato ao Senado pelo PL, também se posiciona em relação à situação do Novo, considerando a candidatura de Simões “inexpressiva” junto ao eleitorado. Caporezzo, que tem o apoio de Jair Bolsonaro, destaca a importância de apoiar um nome forte em Minas, especialmente para a disputa presidencial.
O futuro do Novo
O Novo enfrenta desafios não apenas na construção de chapas, mas também no financiamento das campanhas. Com a expectativa de que as eleições deste ano sejam mais caras, o partido se vê diante de dificuldades financeiras, especialmente em comparação com o que gastou em 2018 e 2022.
Opinião
A saída de Zema do governo e a filiação de Simões ao PSD marcam uma nova era na política mineira, onde o Novo precisará se reinventar para manter sua relevância no cenário estadual.






