Política

Romeu Zema critica o STF e se declara único pré-candidato à Presidência

Romeu Zema critica o STF e se declara único pré-candidato à Presidência

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se destacou em uma recente entrevista à Jovem Pan News, ao afirmar ser o único pré-candidato à Presidência da República que critica o Supremo Tribunal Federal (STF). Zema utilizou a oportunidade para expressar sua insatisfação com a Corte, a qual chamou de “Supremo Balcão de Negócios“.

Durante a entrevista, Zema evitou mencionar nomes de outros pré-candidatos, alegando que eles possuem “alguma diferença” em relação ao seu posicionamento e que ele não tem “rabo preso”. Ele criticou contratos milionários de familiares de ministros do STF, mencionando valores de R$ 3 milhões e R$ 35 milhões. Zema declarou: “Sou o único pré-candidato à Presidência que tem criticado o Supremo. Como eu não tenho o rabo preso, acho inadmissível mulher de ministro fazer contrato para ganhar R$ 3 milhões por mês, irmão de ministro ter outro contrato de compra e venda para receber R$ 35 milhões”.

Críticas ao Código de Ética do STF

O governador também abordou a proposta de criação de um código de conduta para o STF, articulada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e relatada pela ministra Cármen Lúcia. Para Zema, “um Supremo Tribunal Federal precisar de código de ética é a mesma coisa que um papa precisar de um caderninho de religião”.

Trajetória e Apoio Político

Em sua fala, Zema comparou sua trajetória empresarial, onde trabalhou arduamente por mais de 30 anos, com a facilidade que acredita que advogados parentes de ministros do STF possuem para conseguir contratos. Ele enfatizou: “Eu sou uma pessoa que, durante 30 anos, para ter uma condição boa, ralei. Abri lojas em mais de 470 cidades, rodei mais de dois milhões de quilômetros”.

Além disso, Zema já declarou que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Opinião

A postura de Zema em criticar o STF pode ressoar entre eleitores que buscam uma nova abordagem política, mas também levanta questões sobre a relação entre a política e a justiça no Brasil.